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riscos_e_rabiscos

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Alvorada!!!!

 

 

São 6.50 da manhã de sábado. Subitamente sou interrompida noutro dos meus sonhos estranhos, em que me encontro à espera do bus para ir para a escola, com um casaco comprido preto que tenho e umas havaianas nos pés. Pormenor interessante: estava tudo enlameado e eu toda incomodada de ter os dedos os pés a ficar salpicados com a lama. I wonder why…

 

“Trim…! Trim…! Trim…!” Ouvi qualquer coisa lá ao fundo mas pensei que até fosse no meu sonho. Ignorei e mantive-me no quentinho dos lençóis, onde o meu love me envolvia no calor dos seus braços e o meu fiel escudeiro, Pimentinha, me guardava os pés.

 

Novamente o “Trim…! Trim…! Trim…!”. Caraças – digo eu para os meus botões – publicidade a esta hora?!? Ou será a minha mãe?!Não, se fosse ela, telefonava primeiro. Digo eu.

Mas com tanta insistência, deve ser alguém aflito…

Sacrifício número 1: arranjar coragem para abrir os olhos; sacrifício número 2: mexer uma perna e depois a outra para zarpar da cama; sacrifício número 3: colocar os neurónios a funcionar a um ritmo decente.

 

Chego à porta, pego no auscultador do telefone da porta e pergunto: “quem é?” Alguém da rua pergunta: “ Marreco?!” (nome inventado para não dizer o verdadeiro. Mas era parecidooo…).

“Aqui não há nenhum Marreco!” E pluf! Desligo o interfone e pisgo-me de novo para a cama, zombie de sono.

 

Oiço tocar para a minha vizinha do lado, que não atendeu a porta e, por fim, descubro quem é o Marreco. São os meus vizinhos de baixo e a tocadora-de-campainhas-madrugadora era a irmã!

E mais… a dita cuja é que é a proprietária da casa!!!! Será possível alguém esquecer-se qual é a sua casa, o andar onde se localiza?!? E não falemos em amnésia.

 

Como se não bastasse o “despertar suave” da tal senhora, ainda continuou a falar como se fossem 5 da tarde, em tom bem alto, e a subir e descer escadas para ir buscar sacos!!! Que mal fiz eu?!?! Eu só queria ficar na cama mais um cadinho…

 

Alguém me passa uma almofadinha que eu quero dormir?

 

 

A Justiça é Cega... Já Diz o Ditado!

 

 

Como é possível ser-se tão frio e cruel? Onde está a humanização dos homens?

 

Mais um caso arrepiante decidido pela m*rda de tribunais que temos: o da menina russa, Alexandra.

Entregar uma criança a uma mãe – que é tudo, desde alcoólica, toxicodependente e irresponsável – que, segundo consta a tratava como lixo, é pensar nos interesses da criança acima de tudo?

Os senhores juízes, que eventualmente também terão filhos, não compreenderão que uma criança que viveu mais de metade da sua vida num país estrangeiro e com uma família afectiva, não pode ser entregue a uma família “estranha” como se tratasse de uma mala?

 

Fico cada vez mais triste e revoltada – enojada até ao vómito – com o desrespeito mostrado pelos nossos tribunais para com as crianças. Havia necessidade de causar um sofrimento atroz a uma criança de tão tenra idade? E as futuras consequências psicológicas? Será que pensam que estas crianças saem incólumes destas situações? Custava fazer uma integração gradual na sua família de sangue? Alguém averiguou “in loco”, ou fez uma avaliação real das condições onde a criança iria ser devolvida (sim, é este o termo pois a Alexandra de criança passou a ser objecto)?

 

Só para termos uma ideia da ingratidão desta m*rda de gente, podemos ver as infelizes afirmações da estúpida da irmã, a Valéria. Afirma que a família afectiva atribuiu epítetos à mãe como toxicodependente, bêbeda, etc.  E agora eu pergunto: não era óbvio no local onde ela vivia? Mas mais grave: afirma ainda que a família afectiva poderia utilizar a pobre Alexandra para venda de órgãos humanos ou para a pôr numa rede de prostituição.

O mais hilariante, e que até me fez engasgar com as gargalhadas, é o facto de dizerem que iam pedir uma indemnização à família afectiva por “danos morais”.

Em vez de agradecerem o acolhimento da tal família afectiva e estar muito bem caladinha, a menina Valéria ainda cospe no prato de comida que lhe deram.

 

Começam a ser demasiados casos de crianças entregues “à balda” às famílias biológicas. Cada vez acredito mais que, muitas vezes, as crianças são mais amadas por quem não lhe é nada do que muitos “pais” biológicos. O amor vem do coração, não da consanguinidade.

 

Insólitos Escolares

 

 

Se estão à espera que eu fale daquela cena da prof. E dos impropérios despejados naquela aula, sob o pretexto de ser uma “aula” de educação sexual, desenganem-se.

 

O meu insólito é muuuuito mais giro! Era dia de aulas no convento e estava na hora do meu terceiro ano. A minha aula começou com aquela animação e entusiasmo de sempre e que caracteriza a minha rica turma.

 

Fizémos a nossa oração, em inglês, claro está, e eu iniciei o plano de aula. Após explicação da matéria, mandei os meus ricos alunos fazer alguns exercícios do livro de actividades. E é aqui que a coisa se dá!

 

Estava eu debruçada sobre a secretária a tratar de alguma papelada quando me cai o queixo ao chão!

Nem queria acreditar no que tinha visto. Então não é que a mão do meu aluno-com-nome-bíblico fez uma coisa daquelas?!? Sim, uma “torre Eiffel”, ou um monumento do Parque Eduardo Sétimo, ou… bom, o que queiram chamar. Pois, aquele gesto… fálico.

 

Mas o pior é que o puto está sentado numa mesa colada à dos profes. Será que pensava que eu não via?! Ou arriscou o pescoço de propósito?! Foi uma contracção muscular involuntário dos dedos indicador e anelar?! O que é certo é que o fez… e se o fez foi apanhado aqui pela “je”.

 

Ao ser confrontado com tal obra de arte, o dito-cujo ainda teve a lata de dizer que não tinha tido o tal problema digital, que tinha feito outra coisa – inventada ali à pressão – e que a teacher é que tinha visto mal. Ahahahahahah! Grande lata! E mais… o gesto foi dirigido a uma menina. Será que lhe estava a fazer uma proposta indecente?! É que eu já acredito em tudo, com a precocidade destas crianças. Quem sabe se não era já uma combinação para daqui a uns anitos?!

 

Quanto mais aulas dou, mais gosto de ser teacher… quanto mais não seja para apanhar insólitos destes…

 

 

Resolução Do Enigma

 

Um jovem casal apaixonado, desejando viver a urgência do seu amor, atravessa a penumbra da noite. Dirigem-se para solo sagrado, onde procuram refúgio e protecção. Vítimas de um amor esconjurado pela família, trocam juras de amor eterno.

 

Sob a bênção dos deuses, oferecem-se os seus corpos e almas. Dessa fusão entre o amor de dois seres, rogam à deusa sua protectora, que lhes dê um fruto, símbolo da sua união eterna.

 

 

Estavam a gostar, era? Esta foi apenas uma mini-história ficcionada por mim para justificar o “Enigma Cor-De-Rosa”.

Percorria eu uma rua do santuário de Fátima quando, descuidadamente, ia pisando a tal coisinha cor-de-rosa. Fiquei de boca aberta pois jamais esperaria encontrar uma coisa daquelas ali, naquele lugar, e muito menos… ao lado do caixote do lixo!

 

Pois bem, caros/as bloguistas, a tal coisa cor-de-rosa era nada mais, nada menos do que um… preservativo usado!!!!!!

 

Bom, temos de ver a perspectiva positiva das coisas não é? Ora vejamos: pelo menos deve ter sido sexo seguro (pois deve ter sido em cima do caixote do lixo); ou alguém estava a cumprir alguma promessa, ou então foi alguma estreia…

 

Bom, só me ocorre dizer que foi uma q…. abençoada!

 

 

Eu Me Confesso!

 

Quem me lê habitualmente, já sabe que eu dou aulas no “convento”. Gosto muito de lá estar, embora algumas hipocrisias me façam uma espécie de prurido. Mas eu até ignoro e sigo a minha conduta.

 

Uma vez que estamos no mês de Maria, e com a aproximação do 13 de Maio, não poderia deixar de haver uma missa em Fátima. Bom… não foi só missa… mas adiante!

 

Desta vez foi o nosso “convento” que teve a incumbência de fazer as cantorias da missa e de ir lá à frente mostrar que sabemos ler (que é como quem diz, fazer as leituras).

E agora adivinhem lá pra quem sobrou também? BINGO! Euzinha aqui! Eu, uma noviça… quer dizer, uma novata! E sobrou em dose dupla! Como se não chegasse o esganiçado do coro e os ensaios tipo relâmpago (tão rápidos, tão rápidos, que nem sequer demos por isso), sem que eu percebesse, “caiu-me” uma oração nas mãos para eu ler no púlpito. Ai, ai, ai…. E o pior é que não era nada pequena. E eu nunca tinha feito uma leitura daquelas….

 

Ler é o meu dia-a-dia, cantar também em quase todas as aulas e o meu público também é uma vasta plateia. Mas aqui a responsabilidade era muito maior e diferente. É que o meu público diário perdoa-me se eu cometer uma fífia, agora este… no mínimo apedreja-me!

 

Começámos a manhã com uma injecção, quer dizer, formação. A nossa sorte foi que o padre/formador era muito brejeiro a falar, e com uma actualidade de discurso que não nos deixou adormecer e nos fez rir muitas vezes. As “manas” é que não acharam grande piada a algumas coisas. Mas também elas são de uma espécie de “casta” (!) superior.

 

Seguiu-se o banquete almoçatório e depois fomos tomar café desmoer o farto banquete (cof!cof!) e gastar uns euros pelas “capelinhas”. Ir a Fátima e não trazer um recuerdo, é como ir ao cinema e não trazer uma camada de pulgas nas pernas (argh!).

 

Pois então, aqui a mana da casta inferior e as suas pares, pobrezinhas, lá foram passear pelo abençoado recinto, acender uma velinha e… espantem-se!... até tivemos um encontro com jesus! Ah pois, é! Íamos nós a deambular em direcção às nossas instalações, quando nos surge, por entre o campo de oliveiras, jesus. Claro que fomos logo cumprimentá-lo e dizer-lhe que um homem tão jeitoso como ele ficava mais bem parecido com umas vestes sem ser de sarrapilheira. Afinal os tempos são outros!

 

Regressámos à injecção, quer dizer, formação – parte II. Tomámos um garrafão do xarope do padre (private joke), saímos de lá grogues e ainda fomos empurradas para o salão do enfardamento onde tínhamos almoçado. Tínhamos chegado à altura da lancharada. Lá fomos nós, sob uma chuva torrencial, buscar as nossas “merendas” ao autocarro. Rapidamente as mesas se enfeitaram de bolos, bolinhos e bolecos, salgados, chouriços e presuntos. Haja estômago e apetite!

 

Fazia-se tarde e as manas superioras determinaram que era hora do recolhimento. Lá nos enfiámos no autocarro, todas contentes (iupiiiiii!!!), desejosas de regressar ao lar. Se à ida para Fátima fomos ensaiando as cantorias com alma e coração para sair tudo certinho (e saiu!) à vinda pra cá ainda cantámos com mais afinco e entusiasmo na esperança do autocarro andar mais depressa!

 

O Dia Dos Pês.

 

Mas o que será isto dos "pês", perguntam vocês.Foi desta que se lhe fundiram os fusíveis, pensarão as mentes mais venenosas. Mas para mal dos vossos pecados, ainda não foi desta! E os "pês" é um diminutivo gentil para... parvos!!!

 

Já devem imaginar o que vai sair daqui hoje, não é? Então vamos lá ao desenrolar da situação, que é como quem diz à escrita!

 

Saí eu de casa à mesma hora de sempre para ir para o convento, apressada quanto baste pois os autocarros não esperam por mim... ainda! Estou em negociações com a empresa de transportes.

Mas como estava dizer, ia a descer a rua quando vejo um varredor de ruas a correr desalmadamente rua abaixo e a gritar. Achei aquilo estranho. Dei mais uns passos e eis senão quando me deparo com a cena: um carrinho do lixo -daqueles de apanhar as porcarias do chão - a deslizar em alta velocidade rua abaixo e o varredor aos gritos atrás!

 

Só mesmo visto pois contado não tem graça! Foi uma cena surreal!

O varredor só conseguiu apanhar o carro porque este foi travado pelo embate contra um dos pinos da igreja. Giro, giro, teria sido se o carrinho tivesse sido atropelado por um autocarro! Era lixo a voar por todo o lado! Pê número um!

 

Na paragem do segundo autocarro, aguardo 12 minutos sentada pelo próxmo.

Entretenho-me a observar as pessoas e os carros que passam, ao mesmo tempo que vou olhando de soslaio para o placard que indica quantos minutos faltam para o bus passar.

Ao meu lado está um rapaz tipo torre a ler um jornal. Chega uma velhota. Debruça-se para cima de mim e quase se senta ao colo do rapaz que lhe diz: "a senhora não vê que eu estou aqui?" A mulher balbucia qualquer coisa e o rapaz só remata "não quer tirar-me o lugar mas já mo tirou". Pudera! Então não é que a mulher para ver o placard dos horários das camionetas quase se estava a colocar ao colo do rapaz? Porque é que não se inclinou para o lado oposto que até nem tinha uma "pata" da paragem e um tronco de árvore a tapar-lhe a visão?!? Pê número dois.

 

Já de regresso a casa, entro no bus e sento-me assim que posso para não me espalhar no meio do corredor. Subitamente o bus pára de novo. Só oiço a minha vizinha do lado reclamar "estas velhas são sempre a mesma coisa, são um atraso de vida". Foi então que reparei na minha companheira de viagem e caiu-me o queixo.

É preciso uma lata do caraças! então não é que a mulher parecia ter alguns 100 anos?! E o mais giro é que "as velhas" tinham idade para serem filhas dela!!! Se a minha companheira de viagem lhe tivesse chamado de dondocas, ainda vá... agora "velhas"? Pê número três.

 

 

Confissões... Íntimas (?!)

Existe uma pessoa aqui em casa - que eu não vou revelar nem sob tortura quem é  - que tem um grave problema "patal".

 

É do conhecimento geral que os ténis produzem um aroma "patal" de excelência. É inevitável, mesmo com muita lavagem e higiene.

Ora, como o calor começou a apertar, os pézinhos começaram a suar. Até aqui tudo normal. O pior é quando se soltam os prisioneiros... (entenda-se os pés)

 

Não sei o que aconteceu aos ténis da tal pessoa, que hoje exalaram um cheiro execrável. Pensei até que tivesse morrido lá algum animal ou até mesmo algum pé alheio. Rejeito a hipótese dos ténis terem vindo de algum cemitério porque vi os ténis acabados de comprar.

 

O "aroma" impregnou de tal maneira o ar que o meu pai - que nunca mete o nariz em nada - ao entrar no quarto lhe disse:

 

"quando quiseres correr com algum cliente, é só descalçares os sapatos"

 

É preciso dizer que caí da cadeira abaixo (não foi com o cheiro!)de tanto me rir?!

 

 

Afinal...

... ainda circulo por aqui!

 

 

Já todos deram pela minha ausência, pelo semi-abandono do blog e pela escrita inexistente.

Não foi deliberado. Simplesmente ando ultra-atarefada com tanta coisa para fazer. Dois colégios é dose, ainda mais se um é católico.

 

Estava mesmo a precisar de umas férias na Polinésia francesa (desde que a gripe A ainda não tenha dado o ar da sua graça por lá!), ou um mês de SPA ou mesmo uns tempinhos em casa "doente" (cof! cof!), sem fazer nada que não fosse deambular  da cama para o sofá e vice-versa.

 

Desde ontem que ando rouca com o ensaio das cantorias que vamos apresentar e hoje, para completar o panorama, tenho um braço deslocado. Bom, não está deslocado... tenho é uma dor terrível no encaixe do ombro que parece que alguém me arrancou o braço.

 

De resto, continua tudo na mesma: o mundo continua a girar - umas vezes ao contrário, é certo - o céu continua azul, e o arco-iris ainda mantém a sua palete de cores!

 

Vou tentar continuar a dizer as minhas baboseiras com mais frequência...